segunda-feira, 10 de maio de 2010

5 - Velhos Tempos....



- Você continua LITERALMENTE a mesma "L", com as mesmas manias - comentou Klaus beijando levemente meus lábios.

Eu estava encostada no peito nu dele, nossas roupas estavam espalhadas pelo chão do quarto de Klaus e a fumaça e o cheiro de cigarro de menta impregnava o ar, deixando o ambiente com um leve toque familiar...

Fazia meses e meses desda última vez que me deitei com Klaus, não faziamos amor á um bom tempo. Foi como se tudo aquilo fosse novo, Klaus me fez me sentir mulher novamente, coisa que não sentia á um bom tempo.

De alguma forma aquele momento me fez me lembrar da minha primeira vez (que foi com Klaus). Estávamos juntos fazia uns 6 meses, e ele nunca havia tocado no assunto. Claro que vontades sempre surgiam naqueles beijos mais quentes...

Era um fim de tarde de Outono, lembro que caia uma chuva gostosa e matamos aula no dia para ficarmos juntos. Klaus me chamou para ficarmos de boa na casa dele, fazia alguns meses que ele estava morando sozinho. Fomos pára lá, subimos até o quarto dele como de costume, já havia ficado sozinha com ele DIVERSAS vezes e nunca aconteceu nada.

Esse dia foi diferente, Klaus estava mais carinhoso comigo, não que ele estivesse planejando alguma coisa, foi algo totalmente expontaneo, foi incrível, MÁGICO, um dos melhores dias da minha vida.

Depois da primeira vez, faziamos toda semana, duas ou três vezes, se bobeasse todos os dias. Cada vez ia ficando mais e mais Perfeito. Aquele momento com Klaus era único, era como se fossemos um só.

Eu estava revivendo aquilo novamente, embora Klaus tenha dito que continuo a mesma, havia algo diferente na "L" que nem eu mesma sabia explicar... (Claro, além das novas tatuagens de cereja).

Ouvir o coração de Klaus bater me tranquilizava, o som de sua respiração, o hálito do cigarro de menta (amava aquele cheiro, pra mim era a melhor coisa do mundo). Tudo aquilo me lembrava os velhos tempos...

E realmente, aquilo dava saudades, já tentamos voltar várias vezes, já tivemos enúmeras recaídas, ficávamos muito, mas era uma coisa que nem eu sabia explicar, muito menos Klaus. Amava Klaus como amigo e como irmão, gosava de ficar com ele, me sentia bem, confiava nele, estivemos juntos no inicio e estaremos até o final.

Continuamos deitados durant algum tempo, começou a escurecer e uma chuva fininha começou a cair (me lembrando mais ainda aquela tarde de Outono), me enrolei mais ainda nas cobertas de Klaus e ele me encolveu em seus braços. Olhei para os olhos azuis dele que vagavam pelo quarto, olhando a chuva cair pela janela de frente pra cama.

- Quer um café? - ofereceu Klaus voltando os olhos para mim e me dando um beijo na testa.

Concordei com a cabeça, ele se levantou, vestiu uma calça jeans e foi até a cozinha, sem blusa. Me levantei e fui até o guarda-roupa dele, procurando uma de suas blusas que tanto gostava de usar, peguei uma preta de manga comprida que vinha até minhas coxas, a gola ficava larga caindo deixando meu ombro á mostra.

Voltei para a cama, cruzei as pernas e puxei as cobertas até o queixo, Klaus entrou no quarto trazendo duas canecas de café e estendeu uma para mim, aceitei sorrindo. Klaus se sentou de frente para mim e ficou me observando enquanto levava á caneca á boca e tomava um gole, sorri novamente e perguntei:

- O que foi?

- Nada, tava só te olhando - Klaus respondeu de um modo meio sonhador e displicente - como sempre eu to te olhando...

Ficamos mais alguns minutos em silêncio apenas tomando o café, amarrei um pedaço do cabelo mas algumas mechas teimosas ficaram soltas. Klaus se aproximou de mim, colocou as mãos em volta de minha cintura e me beijou, minhas mãos percorreram seu pescoço, sua nuca, as orelhas, remexendo seus cabelos.

- Eu não entendo... - disse com uma voz baixa, quase um sussurro.

- O que? - perguntou Klaus.

- Por que a nossa história nunca tem um fim, sempre estamos juntos, ficamos novamente...

Klaus deu uma risada e depois deu um gole em sua caneca e passou a mão em meu rosto. Isso era uma pergunta sem resposta.

- "L", você pode ter crescido, mas para mim continua aquela mesma garotinha ingênua que quando a encontrei não era nem metade da mulher que é hoje...

Sorri de modo simples e puxei ele para perto de mim, deitando sua cabeça em meus seios, comecei a afagar seus cabelos pensando em tudo o que aconteceu. A chuva ainda caía branda e serena na rua , o céu já estava completamente escuro a luz tênue do Abajur de Klaus iluminava o quarto, eu só queria ficar assim com Klaus e não pensar em mais nada...