De fato Dereck era especial de alguma forma pra mim, nunca contei isso á quase ninguém... Praticamente a única pessoa que sabia disso tudo era Klaus... Tentava não lembrar de meu passado, mas eu simplesmente não conseguia seguir em frente sem fechar essas feridas, sem curá-las... Alguém as fecharia para mim...
Depois de algum tempo chorando e abraçada com Dereck, a dor passou... Tudo iria melhorar, eu tinha certeza disso, era como se Klaus estivesse novamente ali ao meu lado e os rostos de meus pais sorrindo para mim veio em minha mente, via a imagem deles com clareza, como nunca tinha visto antes...
Estava tarde para voltar para casa e a cada minuto me sentia mais exausta, adormeci no ombro de Dereck abraçada á ele, sem que eu percebesse, durante a madrugada, ele tirou meu tenis, me carregou e me levou até seu quarto me colocando em sua cama, acordei durante a noite e o vi sentado em um sofá de frente para a cama, dormindo com a boca aberta. Dei um leve sorriso e me apertei mais ainda aos lençóis dele sentindo novamente aquele cheiro que me deixava excitada. Peguei no sono novamente.
Acordei na manhã do dia seguinte e vi a imagem de Dereck me observando atentamente com aqueles olhos azuis penetrantes... Me senti um pouco constrangida e vi que uma das mangas da minha blusa estava totalmente caída revelando meu ombro. Dereck sorriu ao me ver acordada.
- VI uma das tatuagens... - disse ele apontando para a cereja em meu ombro. Não pude deixar de sorrir com o comentário dele. Ele se aproximou de mim, sentou na beirada da cama de casal colocou a mão em minha nuca e me encarou nos olhos. Meu coração acelerou e senti o sangue subir em minha cabeça, sua boca estava á centímetros da minha e podia sentir seu hálito de café (adorava aquele cheiro), jurava que ele iria me beijar, mas não o fez...
Eh... Me senti frustrada mas não demonstrei muito, ele se afastou lentamente de mim e pigarreou, hahaha, ele sempre fazia isso.
- Você... Tá bem, "L"? - perguntou estendendo uma caneca de café. - Tomei a liberdade de trazer pra você...
Aceitei com um leve sorriso no rosto, tomei um gole, o café era bom e amargo.
- Sim... Me sinto bem melhor... - disse. - Me desculpe se te fiz dormir no sofá...
- Não tem problema, eu poderia ter dormido ao seu lado... Sem fazer nada é claro, mas queria te deixar á vontade... - respondeu ele com um sorriso maroto brincando nos lábios.
Era minha vez de brincar e dá indiretas á ele.
- Quem sabe algum dia não dividimos a cama?
Eu ri internamente da expressão de surpresa no rosto de Dereck, ele arregalou os olhos, ergueu umas das sobrancelhas daquele jeito que me fazia rir e olhou para os lados... Fico VERMELHO literalmente.
- É... Por que não agora? - é... ele não perdia uma chance de dá indiretas á mim e quando achei que tinha conseguido deixá-lo totalmente sem reação ele dava um jeito de sair 'limpo' na história. Agora era eu quem estava sem reação.
- Um dia quem sabe... - foi o que consegui dizer... Uma gotinha de café pingou em minha blusa, próxima aos meus seios e a limpei instantaneamente com a ponta dos dedos, droga! Tinha que acontecer isso. Dereck percebeu e deu uma risada.
- Quer uma blusa minha emprestada? - ofereceu ele apontando para a mancha. Aceitei erguendo uma sobrancelha como ele fazia - Só que.... Tem uma condição...
- Qual? - perguntei rindo.
- Vai ter que trocar de blusa na minha frente... - disse Dereck novamente com aquele sorriso maroto no rosto.
HAHAHAHAHAHA, ele não estava fazendo isso comigo, mas eu entendi o joguinho dele, e resolvi jogar também.
- Fechado... - respondi.
Ele se dirigiu até uma gaveta de seu guarda-roupa e tirou uma blusa preta de manga comprida e jogou para mim, o encarei nos olhos tirando minha blusa manchada levemente de café e vi que ele não tirava os olhos de mim e de meu corpo (principalmente de meus seios), lógico que fiz meu joguinho-sedução-L e fiz uma horinha até vestir a outra blusa. Eu ria da cara de bobo de Dereck me olhando sem ao menos piscar, vesti a blusa dele e ela ficou um pouco grande em mim, mas era ótima, macia, delicada e com o cheiro dele...
Dei uma leve piscada rindo e ele sorriu, ainda com aquela cara de bobo, estava escrito nos olhos dele que ele me desejava e que estava se segurando para não sair dali e me agarrar... E eu também.